Método fenomenológico: um guia completo para você aplicar esse método de abordagem

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O método fenomenológico é um método de abordagem, que estuda o fenômeno tal qual ele se manifesta, com o objetivo de compreender sua essência.


O método fenomenológico é um dos métodos de abordagem mais complexo de se entender.

Talvez porque esse método não tenha uma estrutura muito bem definida.

Ou talvez seja porque é um método que se construiu a partir de críticas aos outros métodos que são mais populares.

De todo modo, esse é um guia completo como tudo que você precisa saber, para compreender o método fenomenológico e aplicá-lo em seu trabalho acadêmico.

Quem sabe esse não é o método perfeito para sua pesquisa? Conta para mim! 🙂

O QUE É O MÉTODO FENOMENOLÓGICO?

A fenomenologia estuda a essência e a manifestação das coisas. Ou seja: tudo aquilo que se pode perceber do objeto ou do fenômeno através dos sentidos.

O método fenomenológico foi proposto pelo filósofo alemão Edmund Husserl, como uma crítica ao método indutivo e ao método dedutivo.

A crítica de Husserl se estendia também ao método experimental, já que, para o filósofo, a instabilidade dos dados empíricos não fornecem o rigor necessário para a investigação filosófica.

Então, enquanto a ciência positivista restringia seu campo de análise ao método experimental, Husserl buscou fazer uma análise compreensiva e não explicativa dos fenômenos, através do método fenomenológico.

O método, tal como Husserl propôs, propõe-se a construir um método seguro, livre de preposições, para todas as ciências.

Para Husserl “toda consciência é consciência de alguma coisa“. Nessa perspectiva, para Husserl, não existe uma consciência completa separada realidade. No entanto, na compreensão do autor, o mundo e a realidade só existem para uma pessoa: o eu. Quer dizer: cada pessoa interpreta e dá significado à realidade.

Por esse motivo, na concepção do autor, as ciências com certezas seguras e positivas são ingênuas.

Objetivos do método fenomenológico

A proposta central de Husserl é compreender os fenômenos, a partir da subjetividade. Aqui está o ponto de partida da teoria de Husserl: analisar os fenômenos, a partir da consciência e da intenção, com o objetivo de compreender as coisas em si mesmo.

Então, a finalidade do método é entender a relação entre o fenômeno e a essência do objeto. Quer dizer, entender a essência do fenômeno.

Ou, em outras palavras, as coisas como elas realmente são e como se manifestam aos sentidos. Não explica os fenômenos a partir de leis, nem deduz informações a partir de princípios. Simplesmente considera o que está de imediato na consciência: o fenômeno.

A redução fenomenológica de Husserl – epoché

A redução fenomenológica de Husserl seria, portanto, o método de “vasculhar” o fenômeno. Em outros termos, seria o “epoché”.

Husserl tomou emprestado o termo grego epoché da filosofia antiga. Os antigos céticos traduziam esse termo para a suspensão do juízo sobre as coisas. Na perspectiva de Husserl, contudo, o epoché seria colocar o mundo entre parênteses no momento de análise do fenômeno.

Vou explicar melhor. Para Husserl o epoché compreende a suspensão da atitude natural das pessoas, através das quais nos relacionamos com os fenômenos e objetos do mundo.

Em termos mais simples, isso significa colocar, de forma provisória, todos os nossos preconceitos, teorias, definições antecipadas que nos fazem dar significados prévios às coisas, para realmente compreender o fenômeno em sua essência.

Ou seja: retirar da frente dos olhos lentes que distorcem a compreensão das coisas – preconceitos, definições – para captar os fenômenos como eles realmente são.

Quer dizer, o método fenomenológico busca analisar o fenômeno a partir de sua totalidade, de maneira direta, sem a intervenção de conceitos prévios que podem defini-lo. Isso também significa não utilizar um quadro teórico prévio que enquadre as aplicações sobre o fenômeno.

Variação eidética

Em continuidade à teoria, Husserl analisa que os objetos do mundo se apresentam sobre perspectivas distintas. Então, ao olhar uma cadeira, posso compreendê-la sob diversas variações de perfil.

Então, na epoché, o objeto ou o fenômeno devem ser submetidos às diversas variações possíveis de perfil, para compreender a essência do objeto em totalidade. A essência, nesse caso, seria aquilo que permanece inalterado, mesmo com a variação de perfil.

Então, o processo da redução fenomenológica seria uma maneira de “limpar” o fenômeno, para alcançá-lo em sua essência.

Formatação automática nas normas da ABNT

Ufa! O método fenomenológico não é tão simples de compreender, não é mesmo?

Mas, agora que você já sabe um pouco mais sobre esse método, que tal colocá-lo em prática no seu TCC ou na sua dissertação?

Contudo, lembre-se de que, seja qual for o tipo de trabalho acadêmico, além de seguir o método científico com rigor, ele também deve obedecer às normas da ABNT.

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