ISBN: entenda como funciona o identificador numérico internacional de livros

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O ISBN – International Standard Book Number – é um sistema internacional, que serve para identificar os livros a partir de um padrão numérico.


Você vai publicar um livro e precisa entender o que é ISBN?

Então, esse post é para você. Vou te explicar o que é esse código, para que serve e como solicitá-lo.

Se você tiver alguma dúvida, não deixe de me escrever. Combinado? 🙂

O que é o ISBN?

O ISBN é uma sigla que vem de International Standard Book Number em inglês. Em português, em uma tradução livre, significa Número Padrão Internacional para Livros.

De forma geral, o ISBN é um sistema internacional, que serve para identificar os livros a partir de um padrão numérico. Quer dizer, é como um CPF para livros.

Em outras palavras, é um código de treze dígitos que identifica e individualiza publicações que não são periódicas. Ou seja: que são únicas, mesmo que existam várias edições.

A partir do código de ISBN, é possível identificar a autoria, o local de publicação e a edição, quando for o caso. Como o sistema também se adapta para identificar softwares, os códigos se convertem em códigos de barras.

Sem dúvida, o código ISBN simplifica a busca de referências bibliográficas, para usar como fonte de pesquisa e em citações nos trabalhos acadêmicos.

E mais ainda. Elimina-se barreiras de idiomas em um sistema mais versátil. Afinal de contas, é um sistema internacional que não depende da tradução de palavras.

O resultado disso é a maior circulação e a interconexão entre os livros e, por consequência, facilita a transmissão e a recuperação de dados, de informações e de cultura entre as pessoas.

No ano de 2017, a última atualização do site da Agência Brasileira do ISBN, existiam cadastros de 1.865 editores em Pessoa Física, 1.362 editores Pessoa Jurídica e 96.131 números de ISBN. É, portanto, um código que envolve números altos.

O número do ISBN pode se repetir?

O grande objetivo do ISBN é identificar e individualizar o livro em qualquer lugar do planeta. Então, o código ISBN se aplica somente a uma obra e edição. Jamais se repete.

Isso significa que se um livro tiver mais de uma edição, terá mais de um código ISBN.

Da mesma forma, quando um produto de uma publicação tem diferentes formas, a norma padrão do ISBN exige que tenham números diferentes.

Como tudo começou

Em 1967, editores ingleses criaram o ISBN. Desde aquela época, comerciantes de livros e bibliotecas passaram a empregá-lo.

Contudo, somente em 1972 é que a International Organization for Standartization – ISO 2108 – 1972 oficializou o sistema como uma norma internacional.

Desde a sua criação, o objetivo central do ISBN foi facilitar cadeias de abastecimentos de livros.

Entretanto, como o ambiente digital altera a forma como as cadeias de abastecimento irão se desenvolver, há, entre alguns editores, incertezas quanto ao papel do ISBN neste mercado.

Como eu já disse, um dos princípios do ISBN é o de identificar um único produto, como, por exemplo, uma edição de um livro. E esse princípio já nasceu junto ao sistema.

Quem cria o ISBN?

A Agência Internacional do ISBN controla o ISBN. Além da função de controlar, a Agência também orienta, coordena e delega poderes às agências nacionais específicas de cada país.

No Brasil, a Fundação Biblioteca Nacional representa a agência brasileira desde 1978, com a função de atribuir o número de identificação aos livros do país.

Como se forma o código?

O ISBN é um código de treze dígitos, por exemplo: ISBN 978 – 85 – 333 – 0227 – 3 desde 1° de janeiro de 2007.

Antes disso, o código de ISBN tinha 10 dígitos. Para essa alteração, recalculou-se o número de controle do sistema.

Então, sabe-se que todos os códigos de treze dígitos compreendem livros que foram publicados a partir dessa data.

O objetivo dessa alteração foi aumentar a capacidade do sistema, devido ao crescente número de publicações, com diversas edições e formatos distintos.

Atualmente, os três primeiros dígitos compreendem o código Gtin. Quem determina esses números é o GS1, entidade internacional que gerencia os códigos de barras de todos os produtos. No caso dos livros, usa-se o código 978.

O próximo número refere-se ao país, à região geográfica ou à área de idioma. No Brasil, o código é 85 e 65.

Em seguida, identifica-se a editora do livro. O tamanho desse número depende da expectativa de número de edições do livro. Pode conter até 7 dígitos.

Depois, vem o número de publicação, que pode ter até 6 dígitos. Refere-se ao título do livro dentro da editora.

Por último, é o dígito de controle ou dígito verificador, que garante que todos os códigos de ISBN sejam únicos e exclusivos em todo o mundo.

Como se atribui ISBN para livros eletrônicos?

Atribui-se uma numeração de ISBN de treze dígitos a qualquer formato de publicação, dentro das normas para atribuição do código, seja ele um livro físico ou eletrônico.

ISBN no código de barras

O código de barras é uma representação gráfica do número ISBN.

Assim como o ISSN, decodificam-se os dados por um leitor de código de barras comum. É o mesmo sistema que se encontra em supermercados.

Quer dizer, a partir do número de ISBN atribui-se também um código de barras à obra.

Usa-se esse formato principalmente em publicações impressas. É um sistema muito importante para o controle de estoque de livrarias e de editoras.

Então, se você pretende vender seu livro de forma física em livrarias do comércio varejista, é obrigatório atribuir um código de barras.

No caso de livros eletrônicos, a representação numérica já é suficiente.

Exemplo de ISBN no código de barras
isbn - código de barras

Que tipos de publicações recebem ou não recebem o ISBN?

Bom, essa informação tem muitos detalhes. Por isso, elaborei uma listinha dos tipos de publicações.

Então, caso você ainda tenha dúvidas se a sua publicação se encaixa ou não, pode conferir abaixo.

Mas tenha em mente que compete à Agência Internacional coordenar e supervisionar a nível mundial o sistema ISBN.

Publicações que recebem ISBN

  • anais, seminários e encontros recebem ISBN para cada volume e recebem ISSN pelo título da série, que permanecerá o mesmo para todas as partes ou volumes da série.

Quando atribui-se um ISBN e um ISSN à mesma publicação, deve-se identificar essa informação.

  • apostilas de concursos;
  • artigos de uma publicação em série específica (não a publicação em série na sua totalidade).

Quando editores disponibilizarem artigos individuais separadamente, qualifica-se como publicações e, portanto, receberá um ISBN.

  • aplicativos para e-book ( livros eletrônicos), desde que possuam conteúdo textual significativo para se considerar uma publicação monográfica e estejam disponíveis para o público. Pode-se incluir imagens em movimento e som.
  • áudio livros, seja físico ou acessível na internet, para que seja possível baixar e redistribuir.
  • aulas e cursos em vídeo somente se forem educacionais e comerciáveis (enviar o material para análise da Agência).
  • capítulos individuais separados que o editor disponibiliza e catálogos de exposição com texto explicativo.
  • diário de bordo vinculado estritamente a projetos educacionais – ensino fundamental.
  • discursos (versão textual que se tornou pública);
  • guias.
  • livros de arte e livros ilustrados com uma página de título e/ou texto ou legendas.
  • mapas (especificando sua escala) e atlas;
  • publicações em braile, publicações eletrônicas, na internet ou em suportes físicos (fitas lidas por máquinas, disquetes ou em CD Rom).
  • livros em fita cassete, CD, DVD (audiolivros) (livros falantes);
  • publicação infanto-juvenil (jogos e passatempos que contenham atividades educacionais) é obrigatório o envio dessas publicações para análise da Agência.
  • software educacional ou instrutivo.
  • relatórios (que são públicos).

Publicações que não recebem ISBN

  • agendas (pura e simplesmente);
  • aulas, cursos (em vídeos) exceto educacionais;
  • anais de uma instituição (ex: Anais da Biblioteca Nacional);
  • anuários (porque são periódicos);
  • boletins informativos eletrônicos ou impressos;
  • cadernetas escolares; cadernos de programação de congressos;
  • calendários, cartilhas de informação e cartazes de propaganda;
  • CD de música ou de jogos;
  • diário de bordo somente para anotações;
  • documentários e documentos pessoais;
  • e-mails e outras correspondências digitais;
  • estatutos, balanços de sociedades e de diretorias de empresas;
  • mudança na cor de capa ou tipo de letra da publicação (já editada), correção ortográfica (o ISBN permanece o mesmo);
  • reimpressão pura e simples (sem alteração no texto);
  • relatórios internos e roteiros;
  • software, filmes, vídeos, DVDs ou transparência para qualquer fim que não Educacional ou de instruções;
  • tabelas de horários, tarifas; documentos pessoais, cartões de felicitações;
  • trabalhos de final de cursos: teses, monografias, dissertações;

Qual É a importância de um livro ter o ISBN?

Bom, a função principal do código ISBN é identificar e individualizar cada livro, para que seja mais fácil encontrá-lo e distribuí-lo.

Se você quiser vender seus livros em livraria, por exemplo, é obrigatório registrá-lo no ISBN. Alguns sites ou redes sociais também exigem essa condição.

Então, ainda que não seja obrigatório ter um ISBN em todas as situações, de forma geral, você vai precisar de um. Como o custo de solicitá-lo é relativamente baixo, o custo-benefício faz valer à pena.

Diferenças entre ISSN, ISBN, DOI e ORCID

Mesmo que o ISBN seja um identificador importante, ele não é o único que cumpre essa função. Então, é normal confundirmos esse sistema com os demais. Então vamos diferenciá-los.

Enquanto atribui-se o ISBN aos livros, atribui-se o ISSN somente às publicações seriadas. Então, o ISSN é o tipo de código que se utiliza para registrar de maneira internacional periódicos, como jornais, revistas e trabalhos científicos.

Todos os materiais que recebem um código de ISSN têm uma frequência de publicação, seja ela diária, quinzenal, mensal, semestral ou anual. A principal diferença entre o ISSN e o ISBN é a periodicidade, já que se utiliza o ISBN apenas para materiais publicados uma vez.

Já o DOI é um registro para qualquer tipo de arquivo digital, seja um livro, um trabalho científico, uma revista, uma imagem e até uma música. Basta incluir o catálogo para ter um link permanente de documento digital publicado.

Por último, o ORCID é um número de identificação de pesquisadores. É um sistema individual, gratuito e digital, que serve para resolver problemas de nomes semelhantes. De forma geral, substitui os nomes por um número.

Veja este quadro que sintetiza as informações e característica dos quatro identificadores:

diferença entre doi, issn, isbn e orcid

Como solicitar ISBN para meu livro?

Para solicitar o código ISBN, é necessário se cadastrar na Agência Brasileira de ISBN. Em seguida, você deve preencher um formulário para enviar junto à folha de rosto da obra.

O livro vai receber um ISBN específico. Cada solicitação tem um custo. O valor depende da demanda, mas a Agência oferece uma tabela de preços no site. O pagamento pode ser feito através de depósito bancário, transferência e boleto.

O prazo para gerar o ISBN depende da quantidade de pedidos. Isso varia de 3 a 15 dias úteis. Então, não dá para deixar a solicitação para última hora.

E cuidado: se você for disponibilizar o documento através de outro formato, deverá alterar o prefixo do ISBN.

Formatação automática de artigos e trabalhos científicos

Você não deve esquecer que, independentemente do tipo de trabalho acadêmico, – seja um TCC, uma monografia, uma dissertação e até uma tese de doutorado, você deve seguir a formatação das normas da ABNT.

E nisso nós podemos te ajudar. O Mettzer é um editor de textos, que formata, de forma automática, todos os seus trabalhos nas normas da ABNT: desde a capa até as referências bibliográficas.

Já são mais de 450 mil estudantes e pesquisadores que usam o Mettzer todos os dias.

Então, se você ainda não conhece o Mettzer, essa é uma ótima oportunidade de conhecer.

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