DOI: um guia sobre o identificador internacional de documentos digitais

|
Tempo médio de leitura: 7 minutos
5
(2)

O DOI é um padrão de letras e números que serve para identificar publicações digitais.


Você está procurando o DOI de um artigo e não sabe onde encontrar? Ou então, você vai fazer alguma publicação e precisa entender como pode pedir um código de identificação?

Então, esse conteúdo é perfeito para você. Vou explicar com detalhes como funciona esse sistema 🙂

Caso no final do post você ainda tenha dúvidas, não deixe de me escrever. Combinado?

O que é DOI?

A sigla DOI vem de Digital Object Identifier. A tradução em português é Identificador de Objeto Digital.

Como o próprio nome diz, o DOI é um registro para qualquer tipo de arquivo digital, trabalhos científicos, revistas, livros, imagens e até músicas.

Ele não é um número, mas um código alfanumérico individual.

Em outras palavras, todos as pesquisas científicas que são publicadas na internet ou em revistas científicas eletrônicas recebem um código DOI.

A partir desse código, qualquer pessoa em qualquer lugar do mundo pode consultar as informações bibliográficas do artigo e ter acesso ao texto completo, mesmo que se altere a URL do periódico ou do evento científico. Os textos sempre estarão seguros no link único e permanente.

Aqui no Brasil, a plataforma lattes do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), utiliza o DOI como uma forma de certificação digital das produções bibliográficas que os pesquisadores registram no Currículo Lattes.

Mas qualquer autor, instituição ou organização pode requerer um código DOI para usar em suas obras digitais.

Por que o DOI existe?

O DOI é a iniciativa mais famosa do Crossref, que é uma organização internacional sem fins lucrativos, formada por editoras, empresas e entidades científicas.

O Crossref surgiu da ideia de um grupo de cientistas que entenderam a necessidade de fornecer um serviço colaborativo central de referência. Ou seja, um formato padrão de referências que a comunidade científica pudesse acessar e gerenciar.

Isso porque, a partir do surgimento da internet, os trabalhos científicos passaram a ser publicados em sites e periódicos eletrônicos e o acesso aos artigos passou a ser através dos endereços eletrônicos de cada artigo.

Nesse contexto, surgiram dois grandes problemas. O primeiro problema refere-se à necessidade de os pesquisadores terem que assinar muitos acordos individuais de vinculação entre si. Em segundo lugar, algumas URLs começaram a falhar por alteração no conteúdo ou por alteração nos esquemas de URL.

Para resolver esses problemas, criou-se o DOI, que é uma referência vitalícia e persistente que se vincula ao conteúdo do artigo online e não à sua localização eletrônica.

Sendo assim, a DOI associa-se ao trabalho científico em si, independentemente da alteração do seu endereço eletrônico.

Para quê o DOI serve?

O objetivo do DOI é identificar e catalogar publicações científicas digitais, para facilitar as referências e garantir sintonia entre os sistemas das entidades.

Sem dúvida, o código ISBN simplifica a busca de referências bibliográficas, para usar como fonte de pesquisa e em citações nos trabalhos acadêmicos.

E mais ainda. Elimina-se barreiras de idiomas em um sistema mais versátil. Afinal de contas, é um sistema internacional que não depende da tradução de palavras.

O resultado disso é a maior circulação e a interconexão entre as publicações e, por consequência, maior facilidade na transmissão e na recuperação de dados, de informações e de cultura entre as pessoas.

É por esse motivo que a DOI cria formas de tornar as pesquisas científicas mais acessíveis, tanto para divulgar os resultados das pesquisas, como para colaborar com o desenvolvimento de novos conhecimentos científicos a partir delas.

Como se forma o código DOI?

Compõe-se o código DOI em duas partes:

  • Prefixo – Número antes da barra – Identifica a instituição ou empresa que fez o depósito do DOI
  • Sufixo – Número depois da barra – Identificador único do documento em si

Veja, por exemplo, o Código 10.1234/9876. Perceba que há uma “/” que separa dois números, certo?

O número antes da barra – 10.1234 – é o prefixo. O número depois da barra – 9876 – é o sufixo.

Como é formado o prefixo do DOI?

O prefixo é o número referente à instituição que faz o depósito do DOI ou ao periódico específico da instituição. O prefixo também tem dois componentes.

O primeiro componente é o número “10”. Todo DOI começa com este número.

O segundo se refere à organização que possui um DOI. Pode ser um único número ou números diferentes para cada periódico ou departamento da instituição.

O segundo número também pode ser dividido em subprefixos. Como, por exemplo: 10.1000.10/123456.

Como é formado o sufixo?

O sufixo pode ser uma sequência numérica de caracteres escolhidos pelo Registrante ou simplesmente o número sequencial de um identificador existente.

Em casos de livros eletrônicos, o ISBN pode ser o sufixo do seu DOI: 10.1000/ISBN1-900512-44-0.

Embora os os editores possam usar diferentes esquemas, colocando número com letras e outros tipos de caracteres.

Perceba que o sufixo do DOI pode ser construído da maneira que a instituição desejar.

Onde encontrar o DOI de uma publicação?

O DOI costuma ter uma boa localização: logo na capa ou embaixo do título da publicação. Nos artigos científicos, o DOI costuma ficar no cabeçalho ou nas notas de rodapé.

Nos artigos da Scielo, por exemplo, o código DOI aparece logo em cima do título do artigo. Veja:

DOI da revista Scielo
DOI da revista Scielo

Como pesquisar um artigo pelo código DOI?

Vamos supor que você não tem o título do artigo, apenas o código DOI. Bom, para ter acesso ao artigo, basta entrar na Plataforma da Crossref e pesquisar pelo código DOI.

É muito simples. Veja só:

Plataforma da Crossref
Plataforma Crossref

Quais objetos recebem doi?

Qualquer objeto que seja uma versão digital pode receber DOI: livros, periódicos, artigos, imagens, filmes, músicas, enfim. Basta que seja eletrônico.

Quem emite o DOI?

Agências de registro autorizadas emitem o DOI, como a Crossref. Pessoas físicas não podem emitir DOI por conta própria.

Como solicitar um código DOI?

Para solicitar um código DOI, você deve entrar em contato com agências que trabalham na emissão do do DOI, como uma editora, por exemplo.

O custo varia bastante. As agências costumam cobrar um valor de anuidade, além do valor para emitir um DOI.

Quais os documentos necessários para solicitar o DOI?

Quando você entrar em contato com uma editora, você terá que informar os dados do seu documento, como: tipo de documento, título. volume, edição. A editora fará a lista completa 🙂

Em quanto tempo gera-se um DOI?

É bastante rápido. Depois que você solicitar, em poucos dias você receberá um e-mail com o código novo do DOI.

É possível alterar um código DOI?

Não. O código alfanumérico do DOI não se pode alterar. No entanto, você pode fazer pequenas alterações no documento, como alterar algum erro no título, por exemplo.

Diferença entre DOI, ISSN, ISBN e ORCID

Existem alguns sistemas de identificação. O DOI não é único. Só que eles são sistemas diferentes e cumprem funções distintas. É importante saber diferenciá-los. Vamos lá.

Você já sabe que o DOI é um registro para qualquer tipo de arquivo digital, seja um livro, um trabalho científico, uma revista, uma imagem e até uma música.

O ISSN, por sua vez, serve para individualizar e identificar as publicações seriadas. Ou seja: todos os materiais que recebem um código de ISSN têm uma frequência de publicação, seja ela diária, quinzenal, mensal, enfim .Não importa qual é a periodicidade, basta que tenha.

ISBN serve apenas para identificar livros e publicações não periódicas.

Então, a principal diferença entre o ISBN e o ISSN é a periodicidade, já que se utiliza o ISBN apenas para materiais publicados uma vez.

Por último, o ORCID é um número de identificação de pesquisadores. É um sistema individual, gratuito e digital, que serve para resolver problemas de nomes de pessoas semelhantes. De forma geral, substitui os nomes dos cientistas por um número.

Veja este quadro que sintetiza as informações e característica dos quatro identificadores:

diferença entre doi, issn, isbn e orcid
Quadro comparativo DOI, ISSN, ISBN e ORCID

É bom que você saiba que um código não exclui a importância do outro sistema de identificação.

Isso significa dizer que uma revista científica pode ter um código DOI quando for eletrônica e também precisará do código de ISSN.

Ou seja, uma revista científica pode criar o DOI, quando eletrônica, mas também precisará do código ISSN.

Da mesma forma, um livro pode ter um cadastro no DOI quando for eletrônico e mesmo assim precisa ter um número ISBN.

Formatação automática de trabalhos acadêmicos

Seja como for, você não deve esquecer que, independentemente do tipo de trabalho acadêmico, – seja um TCC, uma monografia, uma dissertação e até uma tese de doutorado, você deve seguir a formatação das normas da ABNT.

E nisso nós podemos te ajudar. O Mettzer é um editor de textos, que formata, de forma automática, todos os seus trabalhos nas normas da ABNT: desde a capa até as referências bibliográficas e citações.

Já são mais de 450 mil estudantes e pesquisadores que usam o Mettzer todos os dias.

Apresentação Geral - Mettzer
Apresentação Geral – Editor de texto Mettzer

Então, se você ainda não conhece o Mettzer, essa é uma ótima oportunidade de conhecer.

Acesse nosso site e faça um teste gratuito por 7 dias 🙂

Faça todos os trabalhos acadêmicos
sem dor de cabeça

Das anotações de aula até a tese de doutorado.

O que você achou disso?

Mande corações

Média da classificação 5 / 5. Número de votos: 2

Nenhum voto até agora! Seja o primeiro a avaliar este post.

Lamentamos que este post não tenha sido útil para você!

Vamos melhorar este post!

Diga-nos, como podemos melhorar este post?

Deixe um comentário

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.