Cientista: o que é e o que faz?

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Cientista é a profissão de pessoas que se dedicam a desenvolver o conhecimento científico.

 


Quando você pensa na profissão de cientista, vem à cabeça a imagem de uma pessoa com tubos de ensaio e fumaças coloridas? Tire da sua cabeça a imagem de cientistas como gênios de cabelo bagunçado, que já nasceram com o dom da ciência.

De fato, essa profissão exige muita dedicação e muito estudo. Contudo, existe em diversas áreas e é muito mais comum do que se pensa. Por exemplo, existem cientistas biólogos, cientistas de computação e cientistas sociais.

O Brasil ocupa o nono lugar no ranking de publicações científicas no mundo. Na América Latina, nosso país ocupa o primeiro lugar.

Os cientistas possuem um papel fundamental no desenvolvimento de um país. O resultado do trabalho de cientistas nos proporcionou, por exemplo, encontrar a cura de diversas doenças a partir de novos medicamentos.

Mas, como é essa carreira? Como ingressar na carreira de cientista? O que é necessário fazer? Como é a rotina desse profissional?

São muitas dúvidas, né? Pensando nisso, nós preparamos esse material com tudo que você precisa saber sobre essa profissão. Quem sabe, ao final, você não decida se tornar um?

 COMO É A CARREIRA DE CIENTISTA?

Os cientistas são pessoas que desenvolvem pesquisas, a partir de um método científico. Em outras palavras, a partir de uma metodologia, testam e comprovam hipóteses para chegar em conclusões nas diversas áreas do conhecimento.

Vincula-se a formalização da profissão de cientista ao processo de institucionalização da ciência no Brasil. O primeiro grande marco foi a criação do Conselho de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ), em 1951.

Quem trabalha com ciência deve ter um foco principal: produzir conhecimento científico. A conclusão do conhecimento científico deve ser algo aplicável na vida das pessoas.

A rotina desses profissionais inclui: desenvolver pesquisas, publicar artigos científicos, participar de eventos acadêmicos, ministrar palestras e realizar treinamentos.

Como é o mercado DE TRABALHO PARA CIENTISTAS?

Mas, afinal, como os cientistas ganham dinheiro? Quem escolhe a profissão de cientista tem alguns caminhos para seguir.

A PROFISSÃO DE CIENTISTA EM EMPRESAS

A primeira possibilidade é trabalhar em laboratórios e em indústrias de inovação.

Em geral, quando trabalha para uma empresa, associa-se a função de cientista às áreas que serão lucrativas para a atividade empresarial. Então, por exemplo, o cientista pode auxiliar no corte de gastos, modernizar o serviço ou propor iniciativas pensadas na sustentabilidade.

Em algumas empresas os cientistas trabalham em áreas de empresas para criar patentes. Embora existam alguns conflitos em relação ao direito da empresa e o direito do cientista sobre as tecnologias patenteadas, o retorno financeiro ao cientista costuma ser bastante compensador.

Nesses casos, o foco dos cientistas na criação de patentes é construir qualquer tipo de tecnologia com possível uso comercial. Isso significar desde criar versões mais baratas ou modernas de utensílios que já existem ou desenvolver coisas que podem revolucionar a vida das pessoas.

Por exemplo, foi através de cientistas que os celulares e os computadores foram criados. Muitas outras tecnologias devem sua existência e seu desenvolvimento a esse tipo de criação.

OS CIENTISTAS NAS UNIVERSIDADES

Além do mais, também existe a possibilidade de seguir carreira como cientista em universidades. De forma geral, as universidades públicas dão mais espaço à produção científica. E o benefício retorna à sociedade brasileira, visto que os cientistas geram conhecimentos públicos.

Normalmente, relaciona-se a carreira de cientista em universidades à carreira de docência. Mais em diante vamos falar sobre esse assunto.

Independente da área do conhecimento, os cientistas mantém seu histórico acadêmico atualizado a partir do currículo lattes. Os cientistas registram as maiores conquistas e as principais produções no currículo lattes.

Seja como for, independentemente de qual é o destino do conhecimento, para se tornar um cientista é necessário percorrer um caminho de amadurecimento da área que se pretende seguir.

O PERFIL DO PROFISSIONAL CIENTISTA

Diferente de outras profissões, para se tornar um cientista, a pessoa deve passar por um longo período de formação: graduação, mestrado e doutorado. Todas essas formações levam, em média, 10 anos.

Acima de tudo, é importante mencionar que a carreira científica exige muito pensamento crítico. Além do mais, é necessário que o profissional seja curioso, estudioso, criativo e inovador.

COMO INGRESSAR NA CARREIRA DE CIENTISTA?

Embora, como tudo na vida, a trajetória para se chegar à carreira científica não seja fixa ou rígida, existem alguns passos comuns na carreira de muitos cientistas.

Mesmo que o objetivo seja atuar na área privada, o processo de amadurecimento e de compreensão da pesquisa é o mesmo de professores e professoras universitárias.

Graduação

Graduação é o curso de ensino superior e o primeiro nível da formação universitária. Grande parte das atuações profissionais atualmente estão atreladas à graduação. A carreira acadêmica e científica está especialmente relacionada a essa etapa.

Dividem-se os cursos de graduação entre bacharelado, licenciatura e ensino superior de tecnologia. Contudo, qualquer uma destas modalidades permite a continuação dos estudos.

Iniciação científica

A iniciação científica é uma iniciativa que visa incluir graduandos e graduandas na vida “científica”. Para tanto, engloba projetos de pesquisa científica que visam inserir o estudante universitário no universo da pesquisa acadêmica.

As modalidade mais conhecidas de iniciação científica que oferecem bolsas são o PIBIT, PIBIC e PIBID. Ou seja: assim como os estágios remuneram pelo trabalho desempenhado, a bolsa de pesquisa remunera os estudantes pelo trabalho desenvolvido na pesquisa.

Pós-graduação Stricto Sensu: mestrado

O mestrado é o primeiro nível de um curso de Pós-Graduação Stricto Sensu.

Além de possibilitar uma formação mais profunda, o mestrado também forma cientistas em áreas específicas do conhecimento.

O produto desenvolvido no mestrado é a dissertação. Quer dizer, a dissertação é o resultado da produção do cientista para a obtenção do grau acadêmico de mestre ou mestra.

Para alcançar ao grau de mestre, deve-se demonstrar habilidade em realizar estudos científicos e seguir linhas mestras na área de formação escolhida.

Alguns programas oferecem a possibilidade de mestrado profissional ou mestrado acadêmico.

Pós-graduação Stricto Sensu: Doutorado

O grau acadêmico de doutor e doutora é o mais elevado dos sistemas de ensino superior. A partir do doutorado, o cientista busca comprovar a capacidade de desenvolver investigação num determinado campo da ciência.

A tese é o resultado do doutorado. Em linhas gerais, a partir da tese, o cientista gera contribuição inédita para uma área do conhecimento.

Para tanto, deve defender uma ideia, seguir um método, atingir uma descoberta e desenvolver uma conclusão. Todas essas etapas são desenvolvidas a partir de uma profunda pesquisa.

Pós-doutorado

O pós-doutorado ou pós-doutoramento é um estágio de estudos e de pesquisas realizado em uma universidade ou instituição de pesquisa. O objetivo principal é que o cientista aprimore suas habilidades.

Ao contrário da pós-graduação (especialização stricto sensu, mestrado e doutorado), o estágio pós-doutoral não corresponde a um grau acadêmico.

Mesmo assim, é comum observarmos, atualmente, que grande parte das pessoas que seguem carreira científica, são pós-doutores ou pós-doutoras.

Pós-graduação Lato Sensu: Especialização

As pós-graduações lato sensu compreendem programas de especialização. De forma geral, também incluem os cursos designados como MBA (Master Business Administration).

O requisito básico para cursar uma pós-graduação lato sensu é o título de graduação.

O nível de especialização (atingido pela pós lato sensu) não é exigido para a carreira de cientistas. O motivo principal é que a pós-graduação lato sensu tende a ser menos específica do que a stricto sensu.

De todo modo, é uma opção interessante para quem quer começar a ter mais proximidade com a área do conhecimento.

A importância da atuação de cientistas mulheres

Muitas vezes temos a impressão de que os homens dominam a área científica. Na língua portuguesa, as palavras “doutores” e “cientistas” podem remeter a uma característica masculina.

Isso pode enviar a mensagem de que os homens têm maior aptidão para os cargos. Ou pode dar a visão de o que os homens são a maioria. Mas, o que as pesquisas demonstram não é bem isso.

Mulheres e homens têm as mesmas capacidades para a atuação científica. Muitas vezes, faltam incentivo e apoio às mulheres, a partir de uma visão ultrapassada de que as mulheres devem focar na maternidade e no cuidado com a família.

Essa perspectiva já está em debate em diversos âmbitos. E não poderíamos deixar de fora do nosso conteúdo.

Felizmente, aos poucos, o cenário está mudando. Homens e mulheres têm se comprometido de forma mais igualitária: tanto nos trabalhos domésticos, quanto no desenvolvimento de pesquisa científica.

Entretanto, os dados da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) sobre o Sistema Nacional de Pós-Graduação apontam um dado bastante preocupante: ainda que as mulheres sejam a maioria na modalidade da educação, ainda recebem salários menores.

Os números mais recentes, de 2016, indicam que existem 165.564 mulheres matriculadas e tituladas em cursos de mestrado e doutorado, enquanto os homens somam 138.462. A diferença é de aproximadamente 19%.

Uma outra visão preocupante desses dados é que: ainda que as brasileiras sejam a maioria no desenvolvimento de pesquisas científica e também sejam responsáveis pela manutenção financeira dos domicílios do país, também são responsabilizadas pelo trabalho doméstico e vítimas de violência doméstica.

Cientistas brasileiros: número de doutores (doutor e doutora) no Brasil

Veja este quadro organizado pela CAPES em 2018:

 

Gráfico - doutores divididos por gênero
Fonte: Plataforma Sucupira (CAPES/MEC)

Cientistas negras

Essa problemática é ainda mais grave se observarmos as questões de raça.

O Censo da Educação Superior pediu a autodeclaração dos professores e das professoras via questionário enviado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), do Ministério da Educação, e recolhido pelas instituições de ensino. Estes dados abrangem instituições públicas e privadas.

Do total de professores e professoras, 44% escolheram não declarar sua raça ao Censo. Considerados somente os declarantes do campo raça, homens brancos doutores são 43% dos docentes dos cursos de pós-graduação.

Docentes doutores - por raça
Fonte: Gênero e Número

Ainda existem muitas ações de racismo nas universidades, como afirma Solange Rocha, uma das 219 doutoras pretas professoras em cursos de pós-graduação do Brasil.

Segundo o Censo da Educação Superior, mulheres pretas com doutorado, como ela, são 0,4% do corpo docente nos programas de Pós-Graduação em todo o país. Quando somadas ao grupo de todas as pessoas negras, não chegam a 3% do total de docentes.

É importante falarmos sobre essas questões. Principalmente para quem pensar em seguir carreira acadêmica e científica. O espaço da pesquisa científica é essencial para o desenvolvimento de qualquer país. É essencial que os cientistas ocupem esse espaço com consciência e pensamento crítico.

É preciso seguir a profissão de professor e professora para trabalhar como cientista?

Por fim, é preciso reforçar que nem sempre as carreiras científicas e acadêmicas estão atreladas.

Ainda assim, os maiores centros de formação de pesquisa são as universidades públicas. Essa não é uma realidade exclusiva do Brasil. Alguns países como os Estados Unidos e a França também enfrentam a mesma questão. 

De todo modo, muitas empresas investem no desenvolvimento de pesquisas. Para tanto, precisam contratar pessoas para os cargos da área.

Além do mais, algumas fundações, que recebem financiamento do governo ou de doações, não estão associadas às funções de lecionar. Isto é, permitem que a pessoa seja cientista sem ser professor. Um exemplo, no caso de profissionais biólogos, é do Instituto Butantã.

Por fim, diversas ONGs nacionais e internacionais contratam cientistas. Contudo, de forma geral, para seguir esse percurso, é necessário que o cientista trabalhe algum tempo como voluntário antes de ser contratado formalmente.

Formatação automatizada de trabalhos acadêmicos para cientistas

A produção do conhecimento passa, obrigatoriamente, pela produção científica. Para que atinja seu objetivo e seja comunicada à sociedade, a pesquisa científica deve ser publicizada por meio de artigos científicos anais, livros, dentre muitos tipos de trabalhos acadêmicos e tipos de pesquisa.

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