Pesquisa Científica: guia completo com classificação e metodologia

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Pesquisa científica compreende a aplicação prática de um conjunto sistematizado de processos metodológicas de investigação utilizados para o desenvolvimento de um estudo delimitado.


1. O que é pesquisa científica?

Para começar, é preciso entender o que é uma pesquisa científica. Para isso, é por vezes mais simples entender primeiro o que não é uma pesquisa científica.

O pensamento filosófico, por exemplo, não é uma pesquisa científica. O ato de pensar sobre dúvidas e questionamentos da vida humana e acontecimentos não qualifica o processo científico e, portanto, não entra nessa classificação.

Para a realização de uma pesquisa científica, é necessário que se apresente resultados mensuráveis, o que não é possível no pensamento filosófico.

Outra coisa necessária para uma pesquisa se qualificar como pesquisa científica é apresentar resultados que serão possíveis de reproduzir. Isso porque não basta que um pesquisador original observe um fenômeno para que ele fique comprovado: é preciso que a observação passe pela comprovação de um teste de ceticismo.

Se é preciso realizar um teste cético, é preciso portanto que algumas coisas sejam analisadas.

A primeira é a importância de que o método seja reproduzível.

A segunda é que todo o método e os resultados sejam ostensivamente registrados, de forma a tornar uma reprodução da pesquisa mais fácil e a conclusão confirmada. 

Por isso devemos usar o método científico sempre em nossas pesquisas.

2. Iniciação científica

Na graduação, o ingresso para a pesquisa científica costuma acontecer por meio da iniciação científica.

Então, a iniciação científica visa “iniciar” alunos da graduação na vida “científica”. Assim, engloba projetos de pesquisa que visam inserir o estudante universitário no universo da pesquisa acadêmica.

Por meio deste tipo de investigação, os estudantes podem ter a experiência de serem inserido em determinado assunto científico ao qual tenha interesse.

A iniciação ajuda a aprofundar seus conhecimentos teóricos e técnicos, além de avaliar se a carreira acadêmica é adequada para suas habilidades e pretensões.

Participando de grupos de iniciação você poderá auxiliar na organização de eventos e tendo contato com muita gente legal (e outras nem tanto) de vários lugares!

Algumas modalidades mais conhecidas de Iniciação Científica que oferecem, na maioria das vezes, bolsas, são o PIBIT, PIBIC e PIBID.

3. Carreira acadêmica e científica

Quem trabalha com pesquisa deve ter um foco principal, que é: produzir conhecimento científico.

Quando trabalha para um empresa, em geral, essa função está associada às áreas que serão lucrativas para a empresa, auxiliando o corte de gastos, a modernização do serviço e iniciativas pensadas na sustentabilidade, por exemplo.

Algumas empresas, entretanto, trabalham com áreas como a criação de patentes, o que é muito interessante.

Embora existam alguns conflitos com relação ao direito da empresa e do pesquisador sobre as tecnologias patenteadas, em geral o pagamento para profissionais na área é muito compensador.

O foco do pesquisador na criação de patentes é criar qualquer tipo de tecnologia com possível uso comercial: desde criar versões mais baratas ou modernas para utensílios modernos até mesmo o desenvolvimento de coisas que possam revolucionar toda a vida humana.

Foi através de pesquisadores de patentes, por exemplo, que o aparelho celular foi desenvolvido. Muitas outras tecnologias devem sua existência a esse tipo de desenvolvimento.

Existe, também, a possibilidade de se seguir carreira como pesquisador, em universidades, em especial as públicas, em que esse conhecimento gerado obrigatoriamente será público, então, na sociedade brasileira.

Independente de qual será o destino do conhecimento gerado, é conhecido o fato de que, para se tornar pesquisadora e pesquisador, há um caminho de amadurecimento deste conhecimento a ser seguido.

4. A pesquisa científica dentro das instituições de ensino

Dentro das instituições de ensino a pesquisa científica acontece nos âmbitos da graduação e pós-graduação.

Graduação

Graduação é o curso de ensino superior e o primeiro nível da formação universitária. Grande parte das atuações profissionais atualmente estão atreladas à graduação, e a carreira acadêmica e científica especialmente.

Os cursos de graduação estão divididos entre bacharelado, licenciatura e superior de tecnologia ( tecnólogo).

Qualquer uma destas modalidades permite a continuação dos estudos.

Pós-graduação Stricto Sensu: Mestrado

O Mestrado é o primeiro nível de um curso de pós-graduação stricto sensu.

Além de possibilitar uma formação mais profunda também forma pesquisadores em áreas específicas do conhecimento.

A dissertação é um trabalho acadêmico para obtenção do grau acadêmico de mestre, para tanto, deve-se demonstrar a habilidade em realizar estudos científicos e em seguir linhas mestras na área de formação escolhida.

Alguns programas oferecem a possibilidade de mestrado profissional ou acadêmico.

Pós-graduação Stricto Sensu: Doutorado

O grau acadêmico de doutor e doutora é o mais elevado dos sistemas de ensino superior.

No Doutorado busca-se comprovar a capacidade de desenvolver investigação num determinado campo da ciência.

A tese é um trabalho acadêmico Stricto sensu que importa em contribuição inédita para o conhecimento. Para tanto, deve-se defender uma ideia, um método, uma descoberta, uma conclusão obtida a partir de uma profunda pesquisa e trabalho científicos.

Pós-doutorado

Pós-doutorado ou pós-doutoramento é um estágio de estudos e pesquisas cumprido em uma universidade ou instituição de pesquisa, para aprimorar suas habilidades.

Ao contrário da pós-graduação (especialização stricto sensu, mestrado e doutorado), o estágio pós-doutoral não corresponde a um grau acadêmico.

Mesmo assim, é comum observarmos, atualmente, que grande parte das pessoas que seguem carreira científica, são pós-doutores ou doutoras.

Pós-graduação Lato Sensu: Especialização

As pós-graduações lato sensu compreendem programas de especialização e incluem os cursos designados como MBA (Master Business Administration).

Para cursar uma pós lato é necessário apenas o título de graduação.

Para a carreira de pesquisa este nível não é exigido, por não ser não “específico” quanto os demais, mas também é uma opção interessante para quem quer começar a ter proximidade com a área.

Os pesquisadores e pesquisadoras sempre mantém o seu histórico acadêmico atualizado no currículo lattes.

5. Como fazer pesquisa científica em passos: objetivos gerais e específicos, problema de pesquisa e hipóteses

O que é o objetivo geral?

O objetivo geral é o elemento que resume e apresenta a ideia central do trabalho acadêmico.

Portanto ele é o “o que” do seu trabalho!

Então ele deve expressar de forma clara qual é a intenção daquele projeto de pesquisa que descreve e delimitar qual será o escopo do trabalho.

Por isso, o objetivo geral deve expressar a delimitação do tema.

Do mesmo modo ao pensar em um trabalho acadêmico é bastante natural confundir o objetivo geral e o problema de pesquisa.

Então, o problema de pesquisa será feito no formato de pergunta.

O que é objetivo específico?

Primeiramente, o objetivo específico apresenta os resultados que se pretende alcançar com a pesquisa de forma mais detalhada.

Por isso, costumam ser mais de um e serem, portanto, descritos no plural.

Neste sentido ele é o como da sua pesquisa. É o detalhamento do objetivo geral.

Além de profundar o objeto do trabalho e suas particularidades, contribuindo para a delimitação do tema.

Para facilitar a compreensão dos objetivos específicos e facilitar sua escrita, você pode imaginá-los como os passos necessários para se atingir o objetivo geral.

Em outras palavras, eles descrevem as etapas da pesquisa em sequência de execução.

diferença entre objetivo geral e especifíco

Formulando uma hipótese

A hipótese é parte do seu Problema de Pesquisa. Ela é a extensão da pergunta à qual você se propôs responder: aqui, você deve indicar onde, provavelmente, estarão os seus resultados e as respostas para a pergunta.

Um exemplo simples e caseiro: quando você perde a chave do seu carro, precisa saber onde é mais provável que ela esteja, para procurar lá primeiro e ter maiores chances de não perder tempo procurando em lugares improváveis como a geladeira, onde você só vai dar uma olhada se ela não estiver em nenhum outro lugar. Esses locais mais prováveis são a hipótese.

6. Fontes da pesquisa científica

Em seguida, o trabalho do pesquisador é a Seleção de Fontes de pesquisa onde irá adquirir as informações pertinentes, sejam elas já disponíveis ou o problema de pesquisa.

Uma vez com as fontes decididas, é hora de realizar a Definição de Ações, em que se escolhem quais tarefas serão realizadas para tentar conquistar as informações que faltam para resolver o problema.

Uma vez que as tenham sido feita a coleta de dados, é hora da análise de dados e tratamento de Informações. Nessa fase, se determina quais delas realmente serão úteis e quais podem estar comprometidas.

Outro elemento necessário é a escolha de um referencial teórico, que se trata de um norte sobre como interpretar as informações. A intenção é que o mínimo da pesquisa fique dependente de um viés do autor.

O elemento seguinte são as Respostas para o problema escolhido. Elas são um resultado da somatória dos elementos anteriores.

Em seguida, é preciso medir a Confiabilidade do próprio trabalho, realizando um diagnóstico do que pode ter sido comprometido ao longo do processo para que a resposta possa ser questionada por outros pesquisadores que talvez a confirmem.

Por fim, para facilitar também o trabalho dos pesquisadores que decidirem tentar confirmar ou refutar sua pesquisa, é preciso determinar a Generalização dos Resultados.

A ideia aqui é explicar até que ponto os mesmos resultados devem ser esperados quando o teste for realizado em outro lugar ou condição. Isso ajuda os reprodutores da pesquisa a adaptar o processo ao tentar realizá-lo.

7. Projeto de pesquisa científica

Quando o seu orientador fala de Projeto de Pesquisa, ele está falando de todo o planejamento necessário antes de começar a se obter os dados. Aqui é importante que você saiba explicar o que pretende, mesmo que isso tenha que mudar no meio do caminho.

Aliás, um projeto vai muito além de prever o que terá de ser feito. É importante determinar o que você pode ser obrigado a alterar e já ter as opções planejadas.

8. Procedimentos metodológicos da pesquisa científica

A escolha da metodologia é importantíssima para a realização do trabalho. É elas quem determina o caminho que será percorrido através da pesquisa.

A metodologia de pesquisa escolhida também será uma forma de aproximar a sua experimentação daquela realizada por outros pesquisadores tentando replicar seus resultados.

É importante entender a diferença entre “metodologia”, que preza pela validação dos caminhos escolhidos, e “métodos”, que simplesmente descrevem o procedimento.

9. Tipos de pesquisa científica

Existem, na verdade, muitas formas de classificar a sua pesquisa científica. Saber em qual descrição exata se encaixa o seu trabalho é uma tarefa importante para não ter problemas ao realizá-los.

A primeira forma de classificar a pesquisa é através da Abordagem, fazendo referência a uma diferença entre pesquisas qualitativas e quantitativas.

Outra forma é com relação à Natureza da pesquisa. Essa é a descrição sobre a profundidade da pesquisa, revelando se ela é apenas uma leve entrada em uma área ou um trabalho absolutamente aprofundado.

Também é possível classificar sua pesquisa científica com relação ao objetivo da pesquisa, o que explica que tipo de resultado está sendo procurado, se algo mais amplo ou afinado.

Por fim, classifica-se a pesquisa através dos seus procedimentos, o que é o mesmo que dizer que podemos separar a pesquisa através de quais atividades serão desempenhadas para se chegar aos seus resultados.

Sabendo as classificações de sua pesquisa, é mais fácil debater com um orientador ou com um colega sobre o processo, além de se tornar mais fácil prever, no projeto de pesquisa, o que será necessário.

tipos de pesquisa científica

 

Pesquisa científica quanto à abordagem

Inicialmente, ainda na fase de escrita do projeto de pesquisa, a primeira classificação de uma pesquisa feita é fundamental para estabelecer outras questões, como, por exemplo, a metodologia.

Em relação à abordagem, as pesquisas científicas sempre podem  ser qualitativas ou quantitativas, ou ainda, agregar as duas classificações. A escolha vai depender da área, do objeto e dos objetivos.

A pesquisa qualitativa considera que existe uma relação entre o mundo e o sujeito além daquela traduzida em números.

Essa modalidade de pesquisa é descritiva, e o pesquisador tende a analisar seus dados indutivamente.

Para essa abordagem de pesquisa, há subjetividades e nuances que não são quantificáveis por si só.

Já, a pesquisa quantitativa considera que tudo é quantificável, ou, que quantificar os fenômenos possibilita uma melhor análise, de forma mais imparcial.

Isso significa traduzir opiniões e números em informações utilizadas para a sua classificação e posterior análise.

Tipos de pesquisa científica quanto aos objetivos

Igualmente a pesquisa científica deve ser classificada quanto aos seus objetivos.

Também está classificação dependerá do objeto, metodologia empregada e problema de pesquisa.

Quer dizer, não pode ser escolhido de forma aleatória, deve ter um fim específico.

Pesquisa exploratória

A primeira delas, a pesquisa exploratória objetiva proporcionar maior familiaridade com um problema.

Para tanto, envolve levantamento bibliográfico, entrevistas com pessoas que tiveram experiências práticas com o problema, além da análise de exemplos.

Assumindo, em geral, a forma de pesquisas bibliográficas e estudos de caso.

Pesquisa descritiva

Em segundo lugar, a pesquisa descritiva objetiva caracterizar certo fenômeno, como, por exemplo descrever as características de certa população.

Assim, estabelecendo relações entre variáveis, o que envolve técnicas de coleta de dados padronizados, como questionários e técnicas de observação.

No geral, assume a forma de levantamento.

Pesquisa explicativa

A última categoria por objetivos, a pesquisa explicativa, visa identificar os fatores que determinam fenômenos e explica o porquê das coisas.

Segundo Gil (2007, p. 43), uma pesquisa explicativa pode ser a continuação de outra descritiva, posto que a identificação de fatores que determinam um fenômeno exige que este esteja suficientemente descrito e detalhado.

Desta forma, assume em geral as formas de pesquisa experimental e
pesquisa ex‐post‐facto.

Tipos de pesquisa quanto à natureza

De forma direta, a pesquisa básica objetiva gerar conhecimentos novos para avanço da ciência sem aplicação prática prevista.

Por sua vez, a pesquisa aplicada objetiva gerar conhecimentos para aplicações práticas dirigidos à solução de problemas específicos.

10. Pesquisa científica quanto aos procedimentos

Uma das classificações mais difíceis de ser feita é quanto aos procedimentos

Pesquisa experimental

Em primeiro lugar, na pesquisa experimental se determina um objeto de estudo e objetiva selecionar as variáveis que seriam capazes de influenciar o objeto.

Além disso deve-se definir as formas de controle e de observação dos efeitos que a variável produz no objeto.

Pesquisa bibliográfica

Já, a pesquisa bibliográfica é elaborada a partir de material já publicado, como livros, artigos, periódicos, Internet, etc.

Pode dizer que essa categoria de pesquisa é um tipo de revisão bibliográfica, ou levantamento bibliográfico.

Pesquisa documental

A pesquisa documental é elaborada a partir de material que não recebeu tratamento analítico.

Assim, a diferença entre ela e a anterior é que as pesquisas bibliográficas são feitas a partir de materiais já publicados.

Por exemplo, um texto jornalístico pode ser elaborado de um material sem tratamento analítico, então documental.

Pesquisa de campo

Por sua vez, a pesquisa de campo se caracteriza pelas investigações realizadas por meio da coleta de dados junto às pessoas, somando à pesquisa bibliográfica e/ou documental.

Para tanto, depende da junção de recursos de diferentes tipos de pesquisa, como, por exemplo,  a pesquisa ex-post-facto, pesquisa-ação, pesquisa participante, entre outras.

Pesquisa ex-post-facto

A pesquisa ex-post-facto investiga possíveis relações de causa e efeito entre um determinado fato e um fenômeno que ocorre posteriormente.

Assim,  a principal característica é o fato de os dados serem coletados após a ocorrência dos eventos.

Por exemplo um estudo sobre a evasão escolar, quando se tenta analisar suas causas. Já, num estudo experimental, seria o inverso, se analisa enquanto se testa.

Pesquisa de levantamento

A pesquisa de levantamento é utilizado em estudos exploratórios e descritivos, podendo ser de uma amostra ou de uma população (censo).

Desta forma, a coleta de dados se realiza através de questionários ou entrevistas.

Pesquisa com survey

Por meio do tipo de pesquisa com Survey, visa buscar informações diretamente com um grupo de interesse a respeito dos dados que se deseja obter.

Portanto é um procedimento útil especialmente para as pesquisas exploratórias e descritivas.

As pesquisas de opinião sobre determinado atributo e a realização de um mapeamento geológico ou botânico são bons exemplos.

Estudo de caso

O estudo de caso envolve o estudo profundo e exaustivo de um ou poucos objetos buscando profundo detalhamento.

Por isso é amplamente usada nas ciências biomédicas e sociais porquanto tem o condão de conhecer em profundidade o como e o porquê de uma determinada situação que se supõe ser única em muitos aspectos.

Pesquisa participante

A pesquisa participante depende do envolvimento e identificação do pesquisador com o grupo de pessoas investigadas.

Exemplos de sua aplicação são o estabelecimento de programas públicos ou plataformas políticas e a determinação de ações básicas de grupos de trabalho.

Pesquisa-ação

No formato de pesquisa-ação se associam a teoria e a ação.

De modo que os pesquisadores e participantes da situação ou problema se envolvem de modo cooperativo ou participativo.

Pesquisa etnográfica

A pesquisa etnográfica é o estudo de um grupo ou povo, do modo que algumas características são bastante marcantes, como O uso da observação participante, da entrevista intensiva e da análise de documentos; A interação entre pesquisador e objeto pesquisado e a não intervenção do pesquisador sobre o ambiente pesquisado.

Pesquisa etnometodológica

O termo etnometodologia designa uma corrente da Sociologia norte-americana, que surgiu no final da década de 1960. Seu principal marco fundador a publicação do livro de Harold Garfinkel Studies in Ethnomethodology (Estudos sobre Etnometodologia), em 1967 (COULON, 1995, p. 7).

11. Pesquisas científicas ativas

O Estudo de Caso é o procedimento em que se analisa extensamente uma ocorrência de um fenômeno procurando extrair dela o maior número de dados relevantes possível.

É muito comum na medicina, onde existem incontáveis variáveis que podem determinar uma doença, mas também pode ser utilizado em outras áreas de conhecimento.

A Pesquisa com Survey é quando o autor vai diretamente a um grupo de interesse obter os dados através de um questionário bem elaborado.

A Pesquisa Participante é comum dentro da antropologia, onde o pesquisador se insere dentro da cultura estudada de forma a poder tirar dados empíricos.

Alguns outros casos podem ser realizados, embora em algumas áreas de conhecimento esse tipo de procedimento seja considerado anti-ético, como na medicina.

Um tipo ligeiramente diferente de procedimento é a Pesquisa-Ação, em que o pesquisador planeja um ato que, quando realizado, causará consequências no universo observado que permitirão mensurar resultados.

É o caso, por exemplo, de criação de técnicas pedagógicas. Mas também podemos dizer que certas pesquisas da ecologia caem nesse aspecto.

12. Conclusões e encaminhamentos

Uma pesquisa científica sempre deve ter um fechamento.

Ou seja, conclusões e encaminhamentos.

Fazer todo o trabalho de pesquisa para, ao final, ficar com medo ou receio de concluir, apontar erros ou imprevistos e sugerir pesquisas, pode ser um desperdício.

A conclusão e a introdução são ótimas ferramentas para seus leitores poderem ser uma visão ampla da sua pesquisa, então invista esforço também nesses elementos do trabalho.

13. Formatação automática de pesquisas científicas

Uma boa pesquisa científica resulta em diversos frutos, como artigos, publicações em anais, livros, dentre outros.

Porém, nem sempre é fácil acompanhar a dinamicidade com que as normas da ABNT mudam.

Para que você não precise se preocupar o tempo todo com as atualizações, e garanta as suas referências sempre corretas, conte com o Mettzer!

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Resumo
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Pesquisa Científica: guia completo com classificação e metodologia
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Pesquisa científica compreende a aplicação prática de um conjunto sistematizado de processos metodológicas de investigação. Confira o material completo!
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Mettzer

6 comentários em “Pesquisa Científica: guia completo com classificação e metodologia”

  1. Parabéns pelo conteúdo!!
    Sou estudante de letras e gostei muito da forma como expôs as ideias, me ajudou bastante a compreender a diferença de uma pesquisa cientifica para uma pesquisa acadêmica.

    Responder
  2. Só é considerado uma pesquisa cientifica realizada junto a universidade? uma pessoa comum não pode ser um pesquisador bibliográfico por exemplo?

    Responder
    • Oi Cleverson, existem muitos pesquisadores dentro de empresas e independentes.

      Você pode fazer pesquisas seguindo o método científico.

      Porém para uma publicação científica (artigos e publicações em revista) acontecer e ser válida, ela deve passar por uma revisão de pares, ou seja, outros pesquisadores da mesma área e com conhecimento.

      Então, você até pode fazer pesquisa, mas para publicar e ela ser válida, em algum momento algum pesquisador envolvido com alguma universidade vai validar o seu trabalho, metodologia utiliza, referências e outros fatores.

      Espero ter te ajudado.

      Abraços

      Responder
  3. Caro colega, parabéns… você foi objetivo, claro e muito esclarecedor!

    Profa. Dra. Livia Valentin
    FMUSP

    Responder

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