6 passos de como a escrita científica deve ser

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Saiba o que a escrita científica precisa ter e melhore a comunicação do seu trabalho.


Bom, a primeira coisa que eu quero te falar é que a escrita científica não é uma habilidade que universitários nascem sabendo.

Ok, uma facilidade para escrever bem pode ajudar bastante. Mas não é só isso. Na prática, você pode (e deve!) aprender como comunicar os resultados do seu trabalho científico.

E isso passa, sem dúvida, por saber as características da escrita científica. Então, bora? 🙂

O que é escrita científica?

De forma geral, a escrita científica se caracteriza a partir de sua própria finalidade: que é comunicar, de maneira os resultados de uma pesquisa científica.

Para alcançar esse objetivo, é um tipo de escrita que segue alguns padrões bem definidos e atende a algumas normas. É o caso das regras da ABNT e das normas APA.

As definições das características da escrita científica estão disponíveis em alguns livros por aí. Normalmente, os livros que mais se aprofundaram sobre isso são redigidos apenas em inglês, como os clássicos:

~ com a alta do dólar, além do idioma, o preço é outra grande barreira para acessá-los ~

No entanto, existe um consenso entre todos os livros (e, basicamente, entre pesquisadores e pesquisadoras também): a formalidade da escrita científica não significa automaticamente uma linguagem difícil de compreender.

Em outras palavras, apesar de ser um conteúdo formal, a escrita científica precisa ser acessível e, de certa forma, utilizar uma linguagem simples e de fácil compreensão.

Isso tem bastante a ver com a democratização de ciência que a gente sempre fala por aqui. Afinal de contas, o que adianta produzir ciência se ela só vale e só alcança sempre as mesmas pessoas, né?

Claro que nem sempre isso é tão simples de realizar. Mesmo porque existem temas e conceitos bastante complexos na ciência né?

Na verdade, a ideia é que as pesquisas sejam escritas da forma mais simples possível.

Por que a escrita científica é importante?

Pois bem. A existência de uma escrita científica se justifica, de forma especial, para criar padrões na comunicação de conhecimentos científicos.

Isso auxilia no reconhecimento das informações e evita intepretações equivocadas sobre os resultados e as argumentações dos trabalhos.

Nesse contexto, saber escrever de forma científica também é fundamental. Afinal de contas, quando se quer publicar um artigo em uma revista, por exemplo, é necessário seguir as regras e as convenções pré-estabelecidas.

Isso também significa que quem não escreve a partir dessas convenções corre um sério risco de ter publicação recusada em várias revistas.

Como a escrita científica deve ser (ou características de uma escrita científica)

Não importa qual é o tipo de trabalho ou o formato da pesquisa: se é um artigo científico, um livro ou até um projeto de pesquisa. Tenha sempre em vista que ciência é algo que se produz de maneira sistematizada – a partir do método científico – e objetiva.

Então, com a escrita científica não pode ser diferente: você deve escrever seus trabalhos de forma assertiva e objetiva.

Mas, vamos lá. Se você está precisando melhorar a sua escrita, fique por dentro dos 6 passos de como a escrita científica deve ser:

1. Ser clara e precisa

Bom, seja claro, assertivo e preciso. Evite frases e palavras desnecessárias. Use frases curtas separadas por pontuação correta.

Evite também usar ordem indireta das frases. Isso significa construir suas frases a partir da estrutura: sujeito + verbo + predicado. As inversão complicam o entendimento do texto.

Você já deve ter percebido que as frases longas fazem com que as pessoas se percam na compreensão do texto. Evite confundir as pessoas que estão lendo seu trabalho.

Além do mais, tome bastante cuidado com as frases de duplo sentido.

2. Não usar advérbios e adjetivos

A escrita científica não pode ser valorativa, já que isso descaracteriza a própria pesquisa científica. Então, você deve evitar de usar adjetivos.

Da mesma forma, deve-se evitar o uso de advérbios (como realmente, possivelmente, frequentemente, resumidamente, principalmente, jamais). Isso porque os advérbios, de certa forma, retiram a objetividade do texto.

3. Usar linguagem pessoal

As frases com sujeito indefinido acabam dificultando a compreensão do texto e retiram o pesquisador do trabalho. A ideia que passa é que o autor não fez o trabalho. Então, com cautela, use uma linguagem pessoal.

4. Ter os verbos no tempo certo

Preste atenção no tempo verbal. Quando for apresentar os objetivos do estudo, use verbos no infinitivo (observar, estudar, pesquisar). No entanto, quando for descrever os resultados da pesquisa, use verbos no passado, já que os eventos já aconteceram.

5. Não ser rebuscada

Já falei um pouco sobre isso, mas não custa repetir. Os textos rebuscados ou eruditos não são claros e se transformam em um grande obstáculo para um dos principais objetivos da ciência, que é atingir o maior número de pessoas possíveis.

Isso significa que você não precisa buscar palavras rebuscadas ou eruditas para escrever bem um artigo científico. A ideia é que o seu texto seja o mais fluído possível e comunique bem os resultados da pesquisa.

Eu sei que existem conceitos e termos complexos específicos de cada área. Então, tente escrever da forma mais simples possível para que o maior número de pessoas compreendam.

6. Seguir uma estrutura básica

Em todos os trabalhos científicos deve-se seguir uma estrutura básica com elementos obrigatórios. De forma geral, devem estar presentes:

3 dicas extras para melhorar a escrita

Vou deixar aqui mais 3 dicas extras de como melhorar a sua escrita científica:

1. Organize os seus argumentos de forma didática

Você deve planejar a organização dos seus argumentos. Pense na forma mais didática e lógica para apresentá-los no trabalho. Não basta incluir todos os argumentos possíveis.

Você deve realmente pensar numa ordem que faça sentido e que auxilie na compreensão do trabalho.

Se for possível, use planilhas, gráficos, tabelas e imagens. Esses elementos auxiliam bastante na compreensão do texto.

2. Utilize apenas argumentos reais

Bom, isso nem precisava falar né? Só utilize fatos, argumentos e dados verdadeiros. Se for necessário, deixe claro quais são as limitações da sua pesquisa (isso vai, inclusive, adiantar o trabalho de uma possível banca de avaliação).

3. Procure aprender sobre escrita científica

Você já sabe que essa não é uma habilidade intrínseca das pessoas, certo? E que você é capaz de aprender.

Ler trabalhos científicos publicados em revistas de alta qualidade ajuda muito a melhorar a forma de escrever. Compare esses artigos com revistas menos prestigiadas. Com um tempo você vai conseguir perceber a diferença e evitar deslizes que podem ser evitados.

A participação em eventos científicos também pode auxiliar nisso. Ler e assistir apresentação de trabalhos mais maduros vai te ajudar a desenvolver sua própria escrita.

Se for possível, submeta algum artigo para algum periódico ou para apresentar em um desses eventos. A experiência de ter seu trabalho avaliado e receber críticas construtivas vai te ajudar bastante.

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